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segunda-feira, 28 de maio de 2012

E assim seria, no Brasil...

EL PAREDÓN TUPINIQUIM

Vamos imaginar, por um minuto, que o Brasil adotasse a pena de morte para corruptos e a execução no paredão, como acontece em alguns países.

O paredão seria amarelo e curvo, com linhas que denunciariam seu projetista: Oscar Niemeyer;

Os crédulos logo apelidariam de "Queijo Suíço", em alusão aos enormes e inúmeros buracos que seriam feitos nele.

Os incrédulos chamariam de "Ovo de Avestruz" - Enorme e liso, sem nem um buraquinho sequer.

Não demoraria e logo haveria a denúncia de ser uma obra superfaturada. Para alívio dos petistas, os mais prováveis usuários da coisa, haveria o embargo da obra pedido por algum procurador do MP, que na inocência evitaria que a petralhada fosse parar lá.

As denúncias de superfaturamento seriam confirmadas, mas as obras não seriam suspensas. No final, seria uma obra inacabada, feita com material de segunda e em algum lugar ermo. Sofreria mil remendos e reparos sem licitação, até que finalmente fosse inaugurado.

Mas quais execuções? Nessa hora apareceriam advogados ilustres, entre eles um ex-ministro da Justiça, que impetrariam infindáveis recursos e por fim argumentariam inconstitucionalidade da execução. Os processos se arrastariam por anos a fio. Alguns dos sentenciados já teriam morrido de causas naturais até lá.

Com extrema habilidade política, o governo petista manobraria e tentaria colocar no paredão ex-militares do governo militar, jornalistas, blogueiros e delegados da Polícia Federal que fizeram as investigações e denunciaram os casos de corrupção. É, aqui o rato come o gato.

Enfim a inauguração!

Não... A imprensa mostraria que isso não passa de mais uma manobra do governo de inverter a culpa. Para não ficar mal nas eleições seguintes, o governo trataria de esquecer as execuções de inocentes. Mas não os perdoaria. Aguardaria uma próxima oportunidade para usar o paredão com eles.

Mais um esquema seria descoberto. Alguém ligado a Cachoeira, Riozinho, Lagoinha e outros aquáticos seria marcado para a degola, ou melhor, fuzilamento, e enfim seria condenado.

Mas podem ficar tranquilos... A execução seria adiada indefinidamente. Seria instaurada uma CPI para apurar irregularidades na compra das balas e dos armamentos. Ambientalistas reclamariam que o sangue derramado ao chão poderia estar contaminado, e também pediriam pela suspensão da execução.

Próximo às eleições a PresidentA anunciaria: VAI SER EXECUTADO!

A parte menos inteligente do povo diriz AMÉM! Faria reverência à decisão e se orgulharia de sua líder máxima. Passaria o período de eleições e a execução sera marcada para um dia entre dois feriados, e com ponto facultativo. Os executores não apareceriam, e aproveitando o feriado, outro escândalo seria denunciado para tirar o foco da execução. Isso se na última hora não aparecesse a turma dos "direitozumano" pra esfriar o caldo.

Por fim, algum Deputado petista entraria com um PL pedindo a extinção do paredão, e isso seria votado em regime de urgência urgentíssima. Tal como votam os próprios aumentos, a votação liquidaria o Paredão - a única e verdadeira vítima dessa história toda - por unanimidade.

Mas peraí? Pensa que acabou? Não! O paredão ainda serve pra alguma coisa! Os petistas o usariam como mural para os cartazes de suas campanhas, dizendo: "PAREDÃO DA VERGONHA - Nós acabamos com isso!"

E uns tantos idiotas acreditariam.

Mas não duvide: Esse paredão existe mesmo. Só que é virtual.

Crédito/agradecimento : Marcelo Rates Quaranta, www.facebook.com/marcelorquaranta

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